terça-feira, 28 de setembro de 2010

DUVIDAS - 2

O talvez dos meus medos me corroem,
Afogado em uma profunda incerteza,
Abstenho-me da beleza,
E me deleito nas duvidas que me destroem.


Quero e não quero acreditar,
No que talvez não passe de uma ilusão,
remetendo a uma decisão, de sim ou não.
E a fatalidade de um ridículo errar.


Nada mais que comparações infinitas,
Repetidas em todas as suas probabilidades,
Esculpidas por diversas verdades,
Atirando em posições tão Distintas
Incoerências construídas,
De uma mente simples e impotente?
De um raciocínio analítico potente?
Ambas fracassadas por serem indefinidas.

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