terça-feira, 28 de setembro de 2010

PALAVRAS

Representações simplificadas,
Do que se é.
Limitadas em conceitos,
Desesperadamente perdidas,
Em seus falhos julgamentos.

Nem por um instante,
Elas podem traduzir,
Até o mais simples pensamento.

Sua dependência infantil,
Por equivocadas traduções,
É o que lhe traz a sua insignificância,
de sua vã compreensão.
Daquilo que verdadeiramente é.
Daquilo que pulsa e vibra dentro de nós.

Nossa tão necessária limitação.
Nossa triste simplificação.
De uma explosão mental,
De sentimentos, conceitos.
E tudo mais que existe aqui.

Uma tradução ínfima,
e longa,
Para o que se sente em um milésimo.
Uma redução daquilo que somos,
Em meros conceitinhos pré-definidos.
É horrível ser limitado pela linguagem,
Mas pra minha tristeza ou alegria.
É o que temos.
E antes isso do que nada!

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